quinta-feira, abril 14, 2011
quarta-feira, abril 13, 2011
Porque silenciam a ISLÂNDIA?

Estamos neste estado lamentável por causa da corrupção interna - pública e privada com incidência no sector bancário - e pelos juros usurários que a Banca Europeia nos cobra.
Sócrates foi dizer à Sra. Merkle - a chanceler do Euro - que já tínhamos tapado os buracos das fraudes e que, se fosse preciso, nos punha a pão e água para pagar os juros ao valor que ela quisesse.
Por isso, acho que era altura de falar na Islândia, na forma como este país deu a volta à bancarrota, e porque não interessa a certa gente que se fale dele.
Não é impunemente que não se fala da Islândia (o primeiro país a ir à bancarrota com a crise financeira) e na forma como este pequeno país perdido no meio do mar, deu a volta à crise.
Ao poder económico mundial, e especialmente o Europeu, tão proteccionista do sector bancário, não interessa dar notícias de quem lhes bateu o pé e não alinhou nas imposições usurárias que o FMI lhe impôs para a ajudar.
Em 2007 a Islândia entrou na bancarrota por causa do seu endividamento excessivo e pela falência do seu maior Banco que, como todos os outros, se afogou num oceano de crédito mal parado. Exactamente os mesmo motivos que tombaram com a Grécia, a Irlanda e Portugal.
A Islândia é uma ilha isolada com cerca de 320 mil habitantes, e que durante muitos anos viveu acima das suas possibilidades graças a estas "macaquices" bancárias, e que a guindaram falaciosamente ao 13º no ranking dos países com melhor nível de vida (numa altura em que Portugal detinha o 40º lugar).
País novo, ainda não integrado na UE, independente desde 1944, foi desde então governado pelo Partido Progressista (PP), que se perpetuou no Poder até levar o país à miséria.
Aflito pelas consequências da corrupção com que durante muitos anos conviveu, o PP tratou de correr ao FMI em busca de ajuda. Claro que a usura deste organismo não teve comiseração, e a tal "ajuda" ir-se-ia traduzir em empréstimos a juros elevadíssimos (começariam nos 5,5% e daí para cima), que, feitas as contas por alto, se traduziam num empenhamento das famílias islandesas por 30 anos, durante os quais teriam de pagar uma média de 350 Euros / mês ao FMI. Parte desta ajuda seria para "tapar" o buraco do principal Banco islandês.
Perante tal situação, o país mexeu-se, apareceram movimentos cívicos despojados dos velhos políticos corruptos, com uma ideia base muito simples: os custos das falências bancárias não poderiam ser pagos pelos cidadãos, mas sim pelos accionistas dos Bancos e seus credores. E todos aqueles que assumiram investimentos financeiros de risco, deviam agora aguentar com os seus próprios prejuízos.
O descontentamento foi tal que o Governo foi obrigado a efectuar um referendo, tendo os islandeses, com uma maioria de 93%, recusado a assumir os custos da má gestão bancária e a pactuar com as imposições avaras do FMI.
Num instante, os movimentos cívicos forçaram a queda do Governo e a realização de novas eleições.
Foi assim que em 25 de Abril (esta data tem mística) de 2009, a Islândia foi a eleições e recusou votar em partidos que albergassem a velha, caduca e corrupta classe política que os tinha levado àquele estado de penúria. Um partido renovado (Aliança Social Democrata) ganhou as eleições, e conjuntamente com o Movimento Verde de Esquerda, formaram uma coligação que lhes garantiu 34 dos 63 deputados da Assembleia). O partido do poder (PP) perdeu em toda a linha.
Daqui saiu um Governo totalmente renovado, com um programa muito objectivo: aprovar uma nova Constituição, acabar com a economia especulativa em favor de outra produtiva e exportadora, e tratar de ingressar na UE e no Euro logo que o país estivesse em condições de o fazer, pois numa fase daquelas, ter moeda própria (coroa finlandesa) e ter o poder de a desvalorizar para implementar as exportações, era fundamental.
Foi assim que se iniciaram as reformas de fundo no país, com o inevitável aumento de impostos, amparado por uma reforma fiscal severa. Os cortes na despesa foram inevitáveis, mas houve o cuidado de não "estragar" os serviços públicos tendo-se o cuidado de separar o que o era de facto, de outro tipo de serviços que haviam sido criados ao longo dos anos apenas para serem amamentados pelo Estado.
As negociações com o FMI foram duras, mas os islandeses não cederam, e conseguiram os tais empréstimos que necessitavam a um juro máximo de 3,3% a pagar nos tais 30 anos. O FMI não tugiu nem mugiu. Sabia que teria de ser assim, ou então a Islândia seguiria sozinha e, atendendo às suas características, poderia transformar-se num exemplo mundial de como sair da crise sem estender a mão à Banca internacional. Um exemplo perigoso demais.
Graças a esta política de não pactuar com os interesses descabidos do neo-liberalismo instalado na Banca, e de não pactuar com o formato do actual capitalismo (estado de selvajaria pura) a Islândia conseguiu, aliada a uma política interna onde os islandeses faziam sacrifícios, mas sabiam porque os faziam e onde ia parar o dinheiro dos seus sacrifícios, sair da recessão já no 3º Trimestre de 2010.
O Governo islandês (comandado por uma senhora de 66 anos) prossegue a sua caminhada, tendo conseguido sair da bancarrota e preparando-se para dias melhores. Os cidadãos estão com o Governo porque este não lhes mentiu, cumpriu com o que o referendo dos 93% lhe tinha ordenado, e os islandeses hoje sabem que não estão a sustentar os corruptos banqueiros do seu país nem a cobrir as fraudes com que durante anos acumularam fortunas monstruosas. Sabem também que deram uma lição à máfia bancária europeia e mundial, pagando-lhes o juro justo pelo que pediram, e não alinhando em especulações. Sabem ainda que o Governo está a trabalhar para eles, cidadãos, e aquilo que é sector público necessário à manutenção de uma assistência e segurança social básica, não foi tocado.
Os islandeses sabem para onde vai cada cêntimo dos seus impostos.
Não tardarão meia dúzia de anos, que a Islândia retome o seu lugar nos países mais desenvolvidos do mundo.
O actual Governo Islandês, não faz jogadas nas costas dos seus cidadãos. Está a cumprir, de A a Z, com as promessas que fez.
Se isto servir para esclarecer uma única pessoa que seja deste pobre país aqui plantado no fundo da Europa, que por cá anda sem eira nem beira ao sabor dos acordos milionários que os seus governantes acertam com o capital internacional, e onde os seus cidadãos passam fome para que as contas dos corruptos se encham até abarrotar, já posso dar por bem empregue o tempo que levei a escrever este artigo.
Francisco Gouveia, Eng.º
sábado, abril 09, 2011
Achas mesmo que não és um Rato?
segunda-feira, fevereiro 28, 2011
Cerveja: consumo caiu 3% em quantidade

Cerveja: consumo caiu 3% em quantidade
...Mas subiu 2% em valor em 2010
O consumo de cerveja em Portugal caiu três por cento em 2010, em volume, mas o valor cresceu dois por cento, disse esta segunda-feira o presidente da associação do sector que apontou expectativas «nada animadoras» para este ano.
O presidente da Associação Portuguesa dos Produtores de Cerveja (APCV), Alberto da Ponte, disse que a culpa é da crise económica, cita a Lusa.
Segundo o responsável, o sector cervejeiro tem uma produção de 820 milhões de litros representando cerca de 700 milhões de euros, e o consumo doméstico, ou seja, do mercado nacional, é de 620 milhões de litros.
Os produtores de cerveja tentam ultrapassar a situação através da aposta nas exportações e também na inovação.
«A exportação é uma forma de manter a produtividade da indústria cervejeira», referiu Alberto da Ponte que falava à margem do colóquio «Os Jovens, o Álcool e Segurança Rodoviária» que está a decorrer na Assembleia da República, organizado pela subcomissão de Segurança Rodoviária.
segunda-feira, fevereiro 07, 2011
Deolinda - Parva que Sou, Coliseu do Porto. Assim damos a volta a isto!
A letra fala de uma geração que vive com a instabilidade laboral, que continua a viver em casa dos pais por falta de condições financeiras, e adia planos de casamento e filhos. E que apesar disso nada faz para alterar esta condição.
O vídeo, colocado por alguns dos espectadores no YouTube, foi partilhado vezes sem conta pelas redes sociais e não falta quem se identifique com esta realidade retratada. Também se identifica com a letra desta música?domingo, janeiro 09, 2011
quinta-feira, dezembro 16, 2010
Entrevista com Michael Hudson sobre a Depressão actual.
Acordem pessoal. This is the new normal...
sexta-feira, novembro 26, 2010
FMI, José Mário Branco
O título é explicito, "FMI", organização que esteve em Portugal nos anos 80, depois do ragabofe do 25 de Abril. Não querendo fazer futurologia, arrisco a dizer que esta composição de José Mário Branco fique bastante actual num futuro próximo e não assim tão longínquo... uma pérola de se ouvir...
sexta-feira, novembro 19, 2010
Eric Cantona "KILL THE BANKS"!
domingo, agosto 29, 2010
Fidel Castro não tem dúvidas: Bin Laden é um agente pago pela CIA
O ex-presidente cubano Fidel Castro disse que o líder da Al-Qaeda, Bin Laden, é um agente pago pela CIA que sempre aparecia para assustar o mundo quando o ex-presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, precisava.
«Sempre que Bush precisava espalhar o medo e fazer um grande discurso, Osama aparecia e ameaçava as pessoas com uma história sobre o que iria fazer», disse Fidel, após um encontro com o escritor lituano Daniel Estulin, famoso por elaborar teorias da conspiração sobre grupos que querem dominar o mund
o. «O apoio de Osama nunca faltou a Bush, na realidade, ele era um subordinado», acrescentou.
Fidel disse que documentos recentemente postados no site WikiLeaks «efectivamente provaram que ele era um agente da CIA», mas Fidel não detalhou as acusações.
Os comentários do ex-presidente cubano foram publicados hoje no jornal Granma, do Partido Comunista.
Durante o encontro,
Estulin disse a Fidel que a voz verdadeira de Osama foi ouvida pela última vez no final de 2001, não muito depois dos ataques terroristas de 11 de Setembro. Segundo ele, a pessoa que fez os alertas sobre ataques terroristas depois daquela data, se passando por Osama Bin Laden, era um «mau actor».
terça-feira, agosto 24, 2010
Empresa quer construir carro eléctrico feito com cannabis
Kestrel é apresentado como “o primeiro veículo eléctrico de carroçaria biocomposta” do Canadá
Uma empresa canadiana anunciou os seus planos para fabricar um automóvel eléctrico cuja carroçaria será feita com cânhamo, uma variedade da cannabis, e que alguns consideram ser “o sonho dos hippies”.
A empresa Motive Inc chama a este veículo Kestrel e qualifica-o como “o primeiro veículo eléctrico de carroçaria biocomposta” do Canadá.
A Motive disse, em comunicado, que o Kestrel vai fazer a sua estreia comercial na conferência Veículos Eléctricos 2010, que vai realizar-se em Setembro, em Vancouver.
O designer do Kestrel, Darren McKeage, afirmou que “os veículos eléctricos precisam de ser eficientes, pelo que o desenho do Kestrel tem de ser simples [com o mínimo de componentes possível] e ligeiro em termos de peso e, ao mesmo tempo, único e atraente ao olhar”.
Para isso, a carroçaria será feita de um material produzido com esteiras de cânhamo da empresa canadiana Alberta Innovates Technology Futures, com cannabis produzido na localidade canadiana de Vegreville.
“Vimos a oportunidade única de realizar progressos significativos no sector automóvel e apoiar o sector canadiano automóvel a proporcionar produtos sustentáveis e oportunidades para criar novos trabalhos verdes no sector industrial”, afirmou Nathan Armstrong, presidente da Motive.
A empresa avança ainda que os primeiros testes do modelo arrancam já no final deste mês (Agosto).
segunda-feira, agosto 23, 2010
A crise Grega e a nossa crise...
segunda-feira, agosto 16, 2010
A costa da Somália detém, desde há alguns anos, a nada abonatória fama de ser banhada pelas águas mais perigosas do mundo. Aqui qualquer embarcação de pesca é quase invariavelmente desviada da sua vocação original e utilizada pelos piratas somalis para sequestrar navios mercantes, e extorquir resgates. O maior resgate costuma ser obtido de navios pertencentes a países europeus ocidentais. E nestes os alemães são quase como ganhar na lotaria. Já americanos e franceses podem ser um verdadeiro quebra cabeças para os fora-da-lei, pois as operações de socorro por parte das forças especiais destes dois países não costumam olhar a meios para atingir os fins. Os russos também não são propriamente uma pêra doce: ainda está bem viva a ação de um comandante que resolveu abandonar os 10 piratas capturados à sua sorte, a mais de 300 milhas da costa, num dos próprios botes (os restantes dois foram afundados), sem motor ou mantimentos a bordo. E que provavelmente sucumbiram no mar.
Sede dos piratas somalis, a cidade portuária de Harardhere é o centro de um negócio organizado quase na perfeição. Cada ataque conta, alegadamente, com um investimento base de cerca de 500 000 dólares.
Os navios sequestrados ao largo da costa somali, geralmente à vista de Harardhere, Hobyo ou povoações vizinhas, lançam âncora por vários dias, se não semanas ou meses. Tanto tempo quanto o necessário para chegar o resgate. Entretanto, até cem piratas estão envolvidos em cada operação, revezando-se por turnos na vigilância aos reféns.
Os piratas são os maiores empregadores da região, e com eles volta a haver um pouco de prosperidade na Somália, um dos países mais pobres do mundo. Atrás das paredes de barro das casas típicas desta região, esconde-se a infra-estrutura de uma indústria em franca expansão: a caixa de contagem de dinheiro do resgate, os contactos e os meios para a compra de armas, desde pistolas a metralhadoras e lançadores de granadas de foguete, oficinas de equipamentos eletrónicos, cozinhas de catering para cuidar das necessidades de alimentação dos reféns a bordo do navio sequestrado, enfim, toda a logística associada a uma atividade longe de estar erradicada, apesar dos esforços da quase totalidade das nações que detêm frotas de transporte marítimo.




